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Que tipo de pensador criativo é você?

Que tipo de pensador criativo é você?

Inteligência 20 perguntas · 4 min · Grátis
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A criatividade não é uma coisa só. O psicólogo J. P. Guilford, na década de 1950, argumentou que existem pelo menos dois modos cognitivos distintos envolvidos: o pensamento divergente, que gera um monte de possibilidades, e o pensamento convergente, que afunila as ideias e escolhe a mais útil. Quase todo trabalho criativo real usa ambos. As pessoas diferem em qual deles flui com mais facilidade, e essa diferença aparece na forma como resolvemos problemas no dia a dia.

Este quiz de 20 perguntas avalia você em quatro dimensões: como você explora ideias, como as combina, como as refina e como as coloca à prova. Leva uns quatro minutinhos. A combinação dos seus resultados aponta para um arquétipo, mas o seu perfil — seus pontos fortes nessas quatro áreas — é muito mais útil do que o rótulo em si.

E não, você não precisa trabalhar em uma área "criativa" para que isso faça sentido. Dar um jeito numa pia vazando, fazer malabarismo com a agenda quando três compromissos batem no mesmo horário, escrever aquele e-mail pisando em ovos — tudo isso puxa das mesmas habilidades.

O que este quiz mede

Quatro movimentos cognitivos. Geração: produzir um leque de possibilidades diante de um problema aberto. Combinação: conectar ideias de áreas diferentes que normalmente não se misturam. Refinamento: pegar aquela ideia bruta promissora e lapidar até virar algo que realmente funcione. Teste de estresse: bater o olho nas falhas e consertar tudo antes que outra pessoa perceba.

Pessoas com pontuação alta em geração, mas baixa em refinamento, costumam ter muita iniciativa e pouca "acabativa". Já quem pontua alto no refinamento e baixo na geração consegue dar um brilho incrível em algo que já existe, mas dá branco na hora de inventar do zero. O famoso estereótipo do "criativo" coloca tudo isso no mesmo balaio; mas, na prática, são coisas bem diferentes.

Perguntas de exemplo

  1. Você está tentando resolver um problema no trabalho que ninguém conseguiu desvendar ainda. Seu primeiro instinto é...
    • Listar todas as abordagens possíveis que me vierem à cabeça, por mais malucas que sejam
    • Estudar o que já foi tentado e descobrir o que chegou mais perto do sucesso
    • Me perguntar por que todo mundo acha que o problema precisa ser resolvido desse jeito
    • Pensar em onde eu já vi um padrão parecido em uma área completamente diferente
  2. Ao explicar uma ideia para alguém que não está entendendo, você...
    • Descreve de dez jeitos diferentes até um deles dar certo
    • Resume a ideia à sua forma mais simples e precisa
    • Explica mostrando um problema que a ideia resolve e que a pessoa nem sabia que tinha
    • Usa uma analogia do mundo da pessoa que faz a ideia fazer sentido na hora
  3. Você precisa aprender sobre uma área que não conhece nada. Como você mergulha nela?
    • Exploro bastante e absorvo o máximo possível antes de formar opiniões
    • Encontro a melhor fonte possível e domino os fundamentos primeiro
    • Procuro onde todos os especialistas da área estão errando
    • Faço um mapeamento com áreas que já conheço e aprendo por comparação

Perguntas frequentes

Os dois. Existem diferenças individuais bem estáveis na facilidade com que as pessoas geram ideias novas — isso é mais como um traço. Mas habilidades criativas específicas (técnicas de brainstorming, pensamento analógico, edição do próprio trabalho) melhoram com a prática. A maior parte das evidências indica que a criatividade pode ser ensinada, até certo ponto.
Não. Do ponto de vista científico, criatividade significa produzir algo novo e útil. Um encanador que inventa uma gambiarra genial para um cano quebrado está usando o mesmo processo cognitivo de um romancista escrevendo uma cena. O cenário muda, mas a jogada por trás é a mesma.
O pensamento divergente gera várias possibilidades a partir de um único ponto de partida ("quantos usos você consegue imaginar para um tijolo?"). Já o pensamento convergente filtra tudo até chegar à melhor resposta. O verdadeiro trabalho criativo alterna entre os dois — primeiro você expande, depois afunila.
O arquétipo captura sua principal combinação nas quatro dimensões. A 'Fonte' costuma gerar ideias a rodo; o 'Laser' refina e coloca tudo à prova; o 'Prisma' mistura coisas de áreas diferentes; o 'Tecelão' conecta ideias em estruturas maiores. Os rótulos são só um atalho para o seu perfil, não um tipo de personalidade engessado.
Sim, e muito mais do que você imagina. O caminho das pedras geralmente começa aproveitando seus pontos fortes — se você já tem uma mente analítica, pratique exercícios de ideação para equilibrar as coisas. Se as ideias já brotam soltas, treine a parte de refinamento. A metade menos usada do seu perfil é onde está a maior oportunidade de crescimento.
Bem pouco. A habilidade cognitiva geral tem alguma correlação com o desempenho criativo, especialmente no pensamento convergente. Mas acima de um limite médio, essa relação estaciona. Tem muita gente extremamente criativa com um QI nada fora de série, assim como há muitos gênios do QI que não têm lá muita criatividade.

Referências

  • Guilford, J. P. (1967). The Nature of Human Intelligence. McGraw-Hill. The source for divergent vs convergent thinking.
  • Runco, M. A., & Jaeger, G. J. (2012). The standard definition of creativity. Creativity Research Journal, 24(1), 92–96.
  • de Bono, E. (1970). Lateral Thinking: Creativity Step by Step. Harper & Row.

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